Captura inteligente de documentos: OCR, ICR, OMR e o fim da digitação manual
O que acontece entre o scanner e o ERP: como a captura inteligente lê, extrai, valida e classifica os dados de notas fiscais, pedidos, contratos e formulários.
SPSCOM ·
Digitalizar é transformar papel em imagem. Capturar é transformar a imagem em dado. A diferença parece pequena e é a diferença entre um PDF numa pasta e uma nota fiscal lançada no ERP sem ninguém digitar. A captura inteligente de documentos é a tecnologia que faz esse segundo passo.
O que a captura lê
OCR (reconhecimento óptico de caracteres) lê texto impresso: nomes, números, datas, valores, tabelas. É a base de tudo.
ICR (reconhecimento inteligente de caracteres) lê letra de mão, em geral em campos delimitados de formulários: fichas, propostas, pedidos preenchidos à mão.
OMR (reconhecimento óptico de marcas) lê marcações: caixas assinaladas, bolhas de questionários, opções de formulários.
Códigos de barras e QR codes identificam o documento e, muitas vezes, carregam os dados que o indexam.
O que acontece com o que foi lido
Ler o texto é só o começo. A captura inteligente faz quatro coisas com o que leu:
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Classificação. O sistema reconhece o tipo de documento (nota fiscal, pedido de compra, contrato, comprovante) pela estrutura e pelo conteúdo, sem que alguém o separe antes. Um lote misto de documentos entra no scanner e sai separado por tipo.
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Extração. Para cada tipo, o sistema localiza e extrai os campos que importam: fornecedor, CNPJ, número, data, valor total, itens. Em documentos estruturados (formulários), os campos têm posição fixa; em documentos semiestruturados (notas fiscais de fornecedores diferentes), o sistema aprende onde cada campo aparece.
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Validação. Os dados extraídos são conferidos: o CNPJ tem dígito verificador válido? O fornecedor existe no cadastro? O valor dos itens soma o total? A data está no período? O que passa segue; o que não passa vai para uma pessoa validar, numa tela que mostra a imagem e o campo lado a lado.
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Integração. O documento classificado e os dados validados entram no sistema de destino: o ERP, o ECM, o GED ou a plataforma de gestão de processos, pela API ou pelo formato que o sistema aceita.
Um exemplo
Um pedido de compra chega em papel às 9h40. Passa pelo scanner. O sistema reconhece que é um pedido de compra, extrai fornecedor, CNPJ, valor e data, confere o CNPJ, encontra o fornecedor no cadastro e envia o pedido ao ERP. Em seguida, o documento vai para o dossiê do fornecedor na plataforma de gestão, onde fica aguardando a nota fiscal e o comprovante de entrega. Ninguém digitou nada.
Onde a captura inteligente rende mais
- Contas a pagar: notas fiscais e boletos de fornecedores, que chegam em papel e em PDF por e-mail.
- Compras: pedidos, cotações, propostas de fornecedores.
- Recursos humanos: fichas de admissão, atestados, documentos de candidatos.
- Jurídico e contratos: contratos assinados, aditivos, procurações.
- Atendimento e cadastro: documentos de clientes, propostas, formulários preenchidos à mão.
- Acervo: a digitalização de anos de arquivo físico, com indexação automática, para liberar espaço e tornar tudo pesquisável.
O que avaliar num fornecedor
Peça uma demonstração com um documento seu, de verdade, e não com o exemplo do fornecedor. Veja a taxa de acerto nos campos que importam, como o sistema trata o que não reconhece, e como o resultado chega ao seu sistema. Pergunte também o que acontece quando o layout de uma nota fiscal muda: um sistema de captura que precisa de reconfiguração a cada fornecedor novo não escala.
A SPSCOM faz captura inteligente de documentos desde 2012, com scanners das marcas que representa e integração com ERP, ECM e GED. A demonstração com um documento seu faz parte do nosso diagnóstico, em todo o Brasil, com sede no Rio de Janeiro.